A Claro terá que investir em conectividade em áreas desassistidas no Rio Grande do Sul, como parte de medidas estabelecidas pela Anatel. Durante a reunião do Conselho Diretor, nesta quarta-feira, 25, a agência converteu multas aplicadas à Claro, somando R$ 15,8 milhões (cerca de US$ 2,9 milhões), em obrigações de fazer, “em real benfeitoria à população”, defendeu o conselheiro Vicente Aquino.
A operadora deverá instalar infraestrutura 4G em regiões que ainda não possuem essa tecnologia, especialmente nas áreas afetadas pelas enchentes do primeiro semestre no RS. A medida visa melhorar a comunicação em situações de emergência, além de garantir acesso à internet de qualidade e fortalecer a infraestrutura local.
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Em um dos processos, a Anatel suspendeu uma multa de R$ 7,7 milhões aplicada à Claro por descumprimento de indicadores de qualidade, substituindo-a pela instalação de estações radiobase 4G.
Outro processo converteu uma multa de R$ 8,1 milhões em uma obrigação de ampliar redes de fibra óptica em comunidades remotas, como indígenas e quilombolas. Essas iniciativas visam fortalecer a inclusão digital e atender a regiões sem cobertura de telecomunicações, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.