Pressão na cadeia pode elevar eletrônicos em até 30%, impactando o consumidor.
A Claro Brasil vem negociando com fornecedores para conter o impacto da alta global nos preços de dispositivos eletrônicos, em meio à pressão na cadeia de tecnologia provocada pela crise de memórias, segundo informações da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).
O CEO da operadora, Rodrigo Marques, afirmou que o efeito já é percebido em equipamentos como set-top boxes, televisores, modems e smartphones. “Pelo o que conversamos com investidores, acreditamos que esse é um problema que ainda levará dois anos”, disse o executivo.
“Vamos tentar ao máximo que isso não seja repassado, mas dependendo do percentual, chega um momento em que fica inviável”, reforçou.
A oportunidade vista pela operadora foi lançar novos produtos em parceria com o Google e a Apple, para oferta de armazenamento adicional no Google Drive ou iCloud nos planos pós-pago.
Segundo a Abinee, os reajustes podem chegar a 100% na cadeia de memórias, com potencial de repasse de cerca de 30% ao consumidor final em produtos como smartphones, notebooks e TVs.
A origem da pressão está no crescimento acelerado da demanda por infraestrutura de inteligência artificial, especialmente em data centers, o que tem deslocado a oferta de semicondutores e encarecido insumos críticos.