Brasil vai investir R$ 8 bilhões em ciência, tecnologia e inovação em 2024

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A Câmara de Inovação, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI),  aprovou a Estratégia Nacional de Inovação para o período de 2021 a 2024. O material foi publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 26.

De acordo com o ministério, a medida dá continuidade ao processo que começou com a Política Nacional de Inovação, criada em outubro do ano passado. O objetivo é “trazer um novo paradigma para a gestão governamental, buscando aumentar a coesão, a sinergia e a efetividade das políticas voltadas à inovação”.

Uma das metas citadas no documento é aumentar o investimento público em ciência, tecnologia e inovação, passando de R$ 4,7 bilhões em 2020, para R$ 8 bilhões em 2024. 

O número parece otimista diante do teto de gastos, política que limita as despesas do governo até 2036, e do corte no orçamento que a pasta sofreu, em abril, de 29% dos seus recursos em comparação com 2020. No entanto, vários projetos detalhados na Estratégia são de responsabilidade do MCTI em conjunto com outros ministérios, o que pode explicar o alto valor do investimento.

Outra meta é ampliar o volume de recurso empresarial destinado à inovação em relação ao faturamento, de 0,62% em 2017 para 0,8% em 2024.

Estrutura

A Estratégia inclui planos de ação temáticos, um para cada eixo da Política: fomento; base tecnológica; educação; mercado para produtos e serviços inovadores; e cultura da inovação.

Para cada plano, há diversas ações concretas, detalhadas com título, descrição, público alvo e orçamento. Essas iniciativas devem ser realizadas até o final de 2022. 

Os principais temas especificados foram a melhoria da formação educacional, principalmente relacionados à ciência, tecnologia e engenharias; estímulo ao investimento privado em inovação; o apoio a startups e iniciativas de inovação aberta; e programas de apoio a tecnologias estruturantes em áreas como agricultura, energias renováveis, espaço, entre outras.

A Estratégia foi elaborada de maneira colaborativa, informou a pasta, envolvendo todos os ministérios da Câmara e representantes da sociedade civil, inclusive por meio de consulta pública realizada em outubro de 2020.