As parcerias que o Ministério das Comunicações fez com entidades privadas vão habilitar três mil novos pontos de conectividade por meio do programa Wi-Fi Brasil até o final do ano, informou o ministro Fábio Faria na semana passada.
O contrato com o Banco do Brasil e o Sebrae, assinado em maio, será responsável por instalar mil pontos de Internet via satélite em comunidades que não têm conectividade.
Já o acordo com a Telebras, firmado em junho, garantirá a instalação de mais dois mil pontos em “localidades públicas, como escolas urbanas e rurais, unidades de saúde e de segurança pública, assentamentos, comunidades quilombolas e indígenas, dentre outros.”
“A gente chega em uma comunidade que não tem Internet, coloca essa antena e, a partir daquele momento, as pessoas daquele lugar, daquela cidade têm acesso ilimitado e gratuito à Internet para o resto da vida”, disse Faria. O objetivo é alcançar 18 mil novos pontos até o final do ano.
Financiamento privado
Em abril, o governo ampliou as formas de financiamento do programa de Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac), uma das modalidades do Wi-Fi Brasil, como uma forma de facilitar a massificação do acesso à Internet.
A partir de então, órgãos estaduais e municipais, entidades, instituições e empresas públicas ou privadas passaram a poder fazer parcerias com o MCom para levar conectividade a locais de vulnerabilidade social.
Atualmente, há duas modalidades do Wi-Fi Brasil: o Gesac, que instala Internet em locais específicos como instituições públicas, escolas, bibliotecas e outros, e o Livre, instalado em praças públicas.
Segundo o MCom, o projeto já conta com mais de 13,9 mil pontos instalados no país, atendendo mais de 10 mil escolas, mais de 700 unidades de saúde e quase 500 comunidades indígenas.