miércoles, noviembre 30, 2022
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Brasil | CGI.br analisa o uso de plataformas tecnológicas em educação

Primeiro documento de uma série de três volumes analisa riscos relacionados ao uso de dados dos usuários no ecossistema educacional, incluindo adolescentes e crianças.

Com a pandemia COVID-19, escolas, alunos e professores tiveram que se adequar ao ensino remoto, até então pouco adotado no Brasil, e passaram a utilizar plataformas tecnológicas estrangeiras, fenômeno conhecido como “plataformização da educação”.

O Grupo de Trabalho sobre Plataformas na Educação Remota do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) lançou o estudo “Educação em um cenário de plataformização e de economia de dados: problemas e conceitos” nesta quinta-feira, 29, para entender os desafios deste cenário.

Trata-se do primeiro documento de uma série que reunirá três volumes, que pretendem analisar as preocupações e possíveis providências relacionadas ao destino e armazenamento dos dados de usuários das plataformas utilizadas no ensino. O tema tem sido tratado por especialistas de diversos países.

Rafael Evangelista, conselheiro do CGI.br e coordenador desse grupo de trabalho, explica que, com o início da pandemia, a rápida adoção de plataformas por instituições de ensino se tornou pauta recorrente nas reuniões do CGI.br, com especial atenção às questões relacionadas ao tratamento e ao uso dos dados dos usuários. “Considerando o ecossistema educacional, os integrantes mais vulneráveis são os que estão em maior número: as crianças e adolescentes facilmente se tornam alvo de publicidade, desinformação e manipulação do comportamento, dados os modelos de negócios das plataformas de redes sociais. Isso requer muita atenção”, enfatiza.

Dentre os problemas apontados pelo estudo do CGI.br, estão a falta de transparência das soluções adotadas por instituições de ensino, bem como a ausência de autonomia nacional em termos de infraestrutura tecnológica de suporte ao ensino e à pesquisa e também falhas relacionadas ao uso comercial dos dados de alunos brasileiros, assim como a vigilância de suas atividades educacionais.

A publicação aborda ainda ações estratégicas que podem ajudar a aprimorar a utilização da Internet no Brasil, com o incentivo ao desenvolvimento tecnológico nacional. “Essas questões precisam ser consideradas no escopo de uma política de governança de educação digital, para assegurar um ensino público gratuito e de qualidade alinhado aos parâmetros da ética e dos direitos humanos”, reforça o conselheiro do CGI.br.

Lançamento e debate do estudo

O evento de lançamento do estudo foi palco de um importante debate liderado por Evangelista sobre os efeitos do uso e adoção de plataformas digitais no ensino e pesquisa durante a pandemia: como essas plataformas têm utilizado os dados pessoais de alunos e professores e quais os riscos para a proteção da privacidade desse público.

Participaram da discussão a educadora, pesquisadora e diretora do Instituto Educadigital, que produziu o relatório, Priscila Gonsales; a diretora de Parcerias e Monitoramento do Programa Operacional de Comunicações e Informações da UNESCO, Marielza Oliveira; e o professor e representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Nelson Pretto.

*Com assessoria de imprensa.

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