Anatel e UnB revelam oportunidades do OpenRAN nas telecomunicações

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Apresentado nesta quarta-feira, 1º de novembro, o estudo TED OpenRAN iniciado em 2021, pela Anatel e pela Universidade de Brasília (UnB), lança luz sobre os potenciais impactos do OpenRAN no ecossistema de telecomunicações do país. Como um desagregador de componentes das estações rádio base, oferece uma perspectiva promissora para o setor, mas também conta com diversos desafios para sua implementação. 

Para impulsionar o avanço do OpenRAN no Brasil, o estudo propõe a criação de um marco legal e regulamentar focado na pesquisa em centros dedicados, bem como a importância de políticas públicas consistentes e da cooperação entre setores público e privado para seu avanço.

Além disso, sugere a construção de fontes de financiamento para pesquisa científica e tecnológica. Recomenda-se também a criação de instrumentos regulatórios que avaliem e prospectem soluções de inovação em OpenRAN, não apenas no contexto do 5G, mas também nas gerações futuras.

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Entre os desafios estão os custos de reintegração, segurança das redes de comunicação, desempenho e finalização da padronização. Esses obstáculos requerem atenção contínua por parte das partes interessadas.

Outros aspectos abordados foram: redução de custos, formação de pessoal e a criação de um ambiente diversificado no setor de telecomunicações. A seguir, os principais destaques apresentados pelo professor Paulo Portella, professor da UnB e coordenador desse projeto de pesquisa.

Impacto nas Telecomunicações

Um dos pontos destacados é o potencial aumento da eficiência de custos na infraestrutura de telecomunicações, especialmente em relação à implantação da tecnologia 5G. A desagregação de componentes e a liberdade de escolha de equipamentos de diferentes fornecedores podem criar um ecossistema diversificado de soluções, oferecendo benefícios tanto para as operadoras quanto para os consumidores.

Reduções de Custos e Benefícios

A pesquisa aponta que a implementação do OpenRAN pode resultar em reduções significativas de custos, tornando o setor de telecomunicações brasileiro mais competitivo. Além disso, a customização das redes se torna possível, permitindo que as operadoras atendam às demandas específicas de seus clientes.

A implementação de redes privadas pode impactar positivamente outros setores com os benefícios do OpenRAN E melhorar a automação na indústria 4.0.

Entre os setores mais beneficiados estão o agronegócio, cidades inteligentes, tecnologia, mídia, telecomunicações e energia e gás, respectivamente.

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Fonte: UnB/Anatel

Formação de Pessoas

O estudo enfatiza a importância da formação de profissionais de telecomunicações para se adaptarem ao cenário em constante evolução. Novas habilidades, como economia de dados, inteligência artificial e eficiência digital, são necessárias para enfrentar os desafios da era digital. Além disso, a pesquisa destaca a necessidade de criar ambientes de inovação e superintegração, bem como ambientes neutros para testar soluções e promover a inovação. “O setor de telecomunicações do país está diante de uma oportunidade única de transformação, e a formação de profissionais c