A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou, na semana passada, os requisitos técnicos e operacionais de condições de uso da subfaixa 24,25 – 27,5 GHz (26 GHz) por estações no Serviço Móvel Pessoal – SMP, no Serviço de Comunicação Multimídia – SCM, no Serviço Telefônico Fixo Comutado – STFC e no Serviço Limitado Privado – SLP.
O Ato nº 3.543, de 19 de maio de 2021, publicado pela Superintendência de Outorga e Recursos à Prestação, determina o limite de potência máxima transmitida pelas estações móveis ou terminais, limites de emissões indesejáveis, emissões fora da faixa e espúrias, isto é, causadas por efeitos indesejados do transmissor.
Com o documento, ficam estabelecidos os requisitos da faixa 26 GHz, de ondas milimétricas que possibilitam maiores taxas de transmissão e menores latências em aplicações 5G.
Edital 5G
A faixa de 26 GHz será licitada no leilão do 5G, previsto para acontecer neste ano, junto com as bandas de 700 MHz, 2.3 GHz e 3.5 GHz. A inclusão desta faixa foi vista com bons olhos pelas empresas do setor.
Wilson Cardoso, diretor de Tecnologia para América Latina da Nokia, afirmou à DPL News que as frequências milimétricas serão uma “alternativa no futuro de médio e longo prazo, para dar grande capacidade de conexão. Com as ondas milimétricas nós podemos atingir gigabits por segundo de conectividade.”
A expectativa é que a faixa de 26 GHz saia por R$ 4,1 bilhões.