A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) se uniram para criar a primeira plataforma digital de visualização de conectividade no Brasil.
O projeto Crowdsourcing for Digital Connectivity in Brazil (C2DB), viabilizado pelo BID Invest, braço de investimento do banco, irá identificar as regiões brasileiras não atendidas por banda larga fixa e móvel, com granularidade de 30 x 30 metros a 600 x 1.200
Além disso, o C2DB fará uma análise sobre a viabilidade de conectar essa demanda, estimada em 40 milhões de pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Com isso, a plataforma vai permitir a formulação de políticas públicas de acesso à Internet e de ampliação da infraestrutura de conectividade, além do avanço de investimentos no setor de telecomunicações.
“O foco da parceria está na identificação de áreas de baixa conectividade e as potenciais oportunidades para ampliação do investimento rumo à democratização do acesso à Internet”, disse o presidente da Anatel, Leonardo Euler de Morais.
Segundo a Agência, serão utilizadas tecnologias e metodologias que combinam fatores como mapas de densidade populacional, informações de crowdsourcing e dados socioeconômicos com critérios técnicos para identificar as áreas não atendidas, agrupá-las, ligá-las com as áreas com maior conectividade e estimar o custo para conectar as regiões. O investimento do BID Invest será de US$ 250 mil.
Os primeiros resultados estão esperados para o final deste ano.
Pós-pandemia
Morgan Doyle, representante do BID no Brasil, destacou que melhorar a oferta de banda larga é essencial para permitir a transformação digital dos governos e do setor privado, principalmente no pós-pandemia.
“As múltiplas implicações da digitalização, seja na produtividade e eficiência do setor público e do setor privado e até na redução das emissões de gases de efeito estufa são incontestáveis, e isso só é possível com uma infraestrutura adequada”, disse.
E completou: “com a plataforma poderemos dar luz aos espaços de melhora para que o Brasil possa contar com dados críveis e assim tomar melhores decisões rumo à democratização do acesso à Internet e o aumento da competitividade”.