Claro Brasil: Novo plano de concorrência em telecomunicações pode frear investimento e desenvolvimento em 5G

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Algumas das mudanças no Plano Geral de Metas de Concorrência ( PGMC ) propostas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) prejudicariam os investimentos e, consequentemente, o desenvolvimento do 5G e de tecnologias futuras, afirmou Monique Barros, diretora de Regulação da Claro Brasil .

A filial América Móvil conta atualmente com “mais de mil cidades com 5G , mais de 44 mil estações 5G em todo o país e mais de 43 milhões de pessoas com terminais 5G”, destacou Barros durante sua participação no Congresso Latino-Americano de Transformação Digital ( CLTD ) realizado na Cidade do México.

No entanto, ele explicou que a nova proposta do PGMC, que busca “possibilitar o uso do espectro por empresas que não participam do leilão”, representa um problema, já que essas empresas que não investem ou não estão comprometidas com a implantação ou cobertura do 5G no país “poderão usar o espectro sem pagamento”.

Outro problema, alertou a executiva, é que o regulador propõe que o roaming seja concedido a custos baixos para os concorrentes, algo que “não faz sentido” para as operadoras e, portanto, desestimularia o investimento.

Positivo, uso de 6 GHz para redes móveis

Em resposta à proposta de licitação de parte do espectro na faixa de 6 GHz (6,425-7,125 MHz) para serviços móveis no Brasil, Monique Barros acolheu a análise da Anatel sobre os ecossistemas, utilização, demandas de frequência, demandas de dados e todos os tipos de uso, o que a levou a mudar de posição, pois antes havia liberado toda a faixa de frequência (1.200 MHz) para Wi-Fi.

Por sua vez, Giancarlo Santini, gerente sênior de produtos e marketing da Huawei América Latina, destacou que a fabricante chinesa apresentou protótipos de estações base trabalhando em 6 GHz no recente Mobile World Congress , e que testes já foram realizados no Brasil, nos quais chegaram a “10 Gbps nesta banda, o que nos dará bastante capacidade”, disse ele.

O executivo também defendeu o planejamento do espectro na região. Ele observou que, embora tenha havido uma discussão aberta sobre 6 GHz, a liberação de bandas milimétricas, baixas e médias também deve ser abordada para continuar aumentando a cobertura digital. Ele também mencionou que deve haver clareza e certeza em relação à gestão do espectro diante de novos modelos de negócios, como casos de uso industrial.