Cobertura total do 5G no Brasil será possível a partir de dezembro
O anúncio da liberação total da faixa de 3,5 GHz, utilizada para uso do 5G standalone, foi realizado durante a reunião do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (GAISPI), presidida pelo conselheiro temporário da Anatel, Vinicius Caram, nesta terça-feira, 26. A partir do próximo dia 2 de dezembro, a faixa estará disponível em todo o território nacional.
A liberação foi finalizada com 14 meses de antecedência em relação ao cronograma previsto no edital do Leilão do 5G, realizado em 2021; um feito significativo para as dimensões do país. Para que todos possam utilizar o sinal e os recursos do 5G, contudo, depende da ativação das operadoras, que já têm avançado para as cidades até 100 mil habitantes.
Segundo informações das entidades, A EAF (Entidade Administradora da Faixa), formada pelas operadoras Claro, TIM e Vivo, desempenhou um papel central nesse processo, realizando a limpeza da faixa e coordenando outras obrigações, como a construção de infovias na Amazônia e a implementação de redes privativas para o governo.
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A limpeza da faixa envolveu dois aspectos principais: a mitigação de interferências e a migração da TVRO, que consistiu na mudança do sinal de TV da Banda C para a Banda Ku. Para isso, foram instalados kits gratuitos de parabólicas digitais para famílias de baixa renda que já utilizavam a parabólica tradicional.
Já a desocupação das estações satelitais profissionais (FSS) foi concluída em março deste ano, enquanto a migração da TVRO foi finalizada neste mês de novembro, autorizada para todo o território nacional. Essas ações foram fundamentais para liberar a faixa de 3,5 GHz, uma entrega prevista para 2026, mas que foi adiantada com esforço conjunto.
A reunião ocorreu presencialmente e não houve transmissão. Segundo comunicado da Anatel, Caram destacou que a conclusão antecipada reflete o sucesso das políticas públicas e o comprometimento dos envolvidos em levar o 5G à população brasileira.
Por sua vez, o presidente da EAF, Leandro Guerra, ressaltou que o avanço só foi possível graças à colaboração entre diferentes stakeholders, incluindo Anatel, Ministério das Comunicações (MCom), operadoras e setores de radiodifusão e satelitais.