Sistema financeiro na Web3 espera interoperabilidade

Que a Web3 promete maior descentralidade e autonomia ao usuário sobre seus dados, já se sabe. Mas para Roberta Isfer, VP de marketing da Visa na América Latina, em painel na FebrabanTech 2023, já dá para o mercado financeiro vislumbrar um modelo novo e construir os pilares necessários para se preparar para o momento vindouro: investir em conteúdo e sistemas interoperáveis, sempre mantendo o foco no usuário.

“Seria muito bacana se conseguíssemos simplificar transações, sem precisar de um intermediário para fazer conversão de moedas no mundo real e no metaverso, por exemplo”, declara. “Tudo o que temos no mundo físico dá para tokenizar. No momento em que o dinheiro ou o cheque passa a ser um código, é mais fácil de rastreá-lo de forma inteligente”, defende.

Neste sentido, Roberta Isfer revela que junto ao Banco Central, a Visa tem explorado NFTs para diferentes mercados, tendo em vista o benefício da autenticação e por consequência, maior segurança. Neste sentido, a especialista se baseia no atual momento de inflexão, em que o mundo passará cada dia mais online do que presente no mundo físico

Como o setor financeiro pode se preparar para a chegada do Web3

Contudo, a especialista defende que ao invés de iniciar uma corrida sobre quem lança o melhor produto primeiro, tentando se antever, o melhor é trabalhar em parceria com outras empresas do setor, criando um ambiente colaborativo e trocando informações, uma vez que é exatamente isso que a Web3 vem proporcionar: uma maior democratização de tudo.

Outro ponto que a Isper frisa é manter o foco no usuário e continuar trabalhando em cima de suas necessidades que hoje, na Web2 e com o conhecimento da proliferação de dados, é segurança e privacidade. Além disso, ela recomenda a exploração das possibilidades sem medo de errar. “Não é de hoje que aguardamos uma nova tecnologia para nos movermos e precisamos ter coragem de errar até encontrar o acerto”, finaliza.