FebrabanTech | Bancos enfrentam fintechs com grandes investimentos tecnológicos

São Paulo, Brasil.- Presidentes e CEOs dos principais bancos brasileiros se reuniram hoje na abertura da FebrabanTech, que acontece entre hoje, 27, e 29 de junho, para discutir bioeconomia e investimentos tecnológicos em prol da centralidade no cliente. Estima-se que em 2023 o investimento dos bancos em tecnologia deve chegar a R$ 45,1 bilhões, tendo como prioridade segurança cibernética. Em sua fala na abertura, o presidente da Febraban, Isaac Sidney, afirmou que bancos tradicionais não sairão de cena, em meio à explosão de fintechs e bancos digitais.

“Alguns players surgiram do nada e se posicionaram como inovadores. Nos taxam de tradicionais e ‘bancões’ com tom de demérito, mas temos orgulho de sermos simplesmente bancos: tradicionalmente inovadores e com presença física em todos os estados do país”, provocou. Isaac Sidney destacou as transformações e inovações geradas por meio de investimentos dos grandes bancos como o real digital (moeda virtual brasileira), o open finance e a criação do pix que extinguirá a transferência por DOC no próximo ano, como exemplos para o mundo.

Por sua vez, Maria Rita, presidente da Caixa Econômica Federal, relembrou os desafios da pandemia ao terem que desenvolver em pouco mais de 15 dias o aplicativo Caixa Tem, que garantiu a inclusão bancária de 40 milhões de brasileiros, a fim de garantir o pagamento do auxílio emergencial. “Isso provou nosso potencial e revelou nosso DNA de função pública. Hoje a Caixa tem um volume de 150 milhões de transações por mês, em resultado dessa virada tecnológica”, disse.

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Crédito: FebrabanTech

Para os banqueiros, a tecnologia empoderou o consumidor, mas também impulsionou uma mudança de cultura em suas atuações enquanto bancos, como destaca Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú, ao afirmar que o foco deixou de ser em produtos, mas na necessidade dos clientes. Já Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, endossa que o TI deixou de ser apenas uma área das empresas, mas estar presente no todo, exigindo a contratação de pessoas com expertises diferentes e amplas. “Investimento em tecnologia beneficia o consumidor que paga menos pelo crédito e torna tudo mais acessível e democrático”, finalizou.

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