Um dos temas explorados pela Ericsson no Mobile World Congress foi o desenvolvimento do 6G. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira, Rodrigo Dienstmann, CEO da Ericsson para o Cone Sul, comentou que a companhia realiza um “trabalho de protagonismo” na pesquisa do 6G.
Edvaldo Santos, vice-presidente de pesquisa, desenvolvimento e inovação, explicou que a empresa entende a próxima geração como uma tecnologia que pode eliminar as interfaces, por meio da Internet dos pensamentos.
“Basta fazer uso de um óculos e você tem uma interface cérebro-computador não invasiva que elimina a necessidade de mouses e equivalentes. Então com a força do pensamento você pode simplesmente dar comandos e o cérebro passa a ser a interface para essa maravilha de coisas que estão vindo aí”, disse Santos.
Outro ponto importante do trabalho da Ericsson no 6G é a Internet dos sentidos. “Para ter, por exemplo, representações digitais de olfato, paladar, para enriquecer as suas experiências digitais”, afirmou.
“E a gente pode dizer que, quando você coloca todas essas coisas juntas, você está pavimentando a jornada para a tão esperada telepresença por volta de 2028, 2030, que nada mais é do que um conjunto de experiências multissensoriais”.
Para essas experiências, Santos afirma que o mais importante é a baixa latência e a altíssima capacidade.
Padronização 6G
Sobre uma possível quebra de padrão no 6G por questão geopolítica, Santos respondeu que a Ericsson faz parte de um projeto na Europa chamado Hexa-X com a Nokia, que reúne as convicções do que é o 6G para ambas as empresas.
“Esses tipos de projetos são fundamentais na etapa que antecede a padronização, para que a gente faça um trabalho conjunto, plural, e minimize a probabilidade de ter essa abertura de ter uma variedade de padrões”.
Entretanto, o grupo não contempla a chinesa Huawei.
Dienstmann completou que “o interesse comum e global são padrões globais, redes abertas e a participação de todos os atores do ecossistema. A gente não tem interesse em isolar nenhum ator específico”.