O Ministério das Comunicações (MCom) anunciou a formação de um Grupo de Trabalho encarregado de lançar uma rede privativa para a administração pública. Inicialmente implantada no Distrito Federal, a rede receberá um investimento de R$1 bilhão, proveniente do Leilão do 5G. A iniciativa visa equipar o Estado com tecnologia de ponta em missão crítica.
A rede será composta por segmentos fixos e móveis, incluindo fibra óptica criptografada em capitais para atender órgãos federais. A parte móvel oferecerá serviços criptografados e atenderá órgãos de segurança: as Forças Armadas, a Defesa Civil e o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
Além de recursos essenciais, a rede possibilitará aplicações como geolocalização, câmeras e controle de frotas, com a inclusão de roaming.
Leia também: TIM é responsável por 95% da cobertura nas favelas do país
Grupo de trabalho
Participam do GT representantes do MCom, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz (EAF), da Telebras, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e do Exército Brasileiro.
Tanto para empresas quanto para o governo, a segurança cibernética tem sido uma consideração fundamental. As redes privativas 5G oferecem recursos de criptografia avançada e autenticação rigorosa, garantindo a proteção de dados sensíveis e a prevenção de ameaças. Além disso, a capacidade de adaptar a rede conforme as necessidades permite uma abordagem personalizada à segurança.
Segundo o secretário de telecomunicações do MCom, Maximiliano Martinhão, o Distrito Federal será o receptor do projeto piloto. Caso a implementação seja bem sucedida, a adoção se expandirá por todos os estados e municípios da federação.