Empresa acusa de censura o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
O X demitiu os 40 funcionários de seu escritório no Brasil na manhã de ontem, 17. O serviço, contudo, continua disponível para os usuários brasileiros. As operações foram encerradas imediatamente, após a empresa ter recebido ordens de bloqueio de contas, sob pena de prisão, do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Em seu perfil oficial, o X expôs o despacho, ao qual se referiu a uma “ordem secreta”. Acusou Moraes de censura e de não informar o público do país sobre tais ordens, as quais afirmou que “a equipe brasileira não tem responsabilidade ou controle sobre bloqueio de conteúdo”. O X responsabiliza Moraes integralmente por sua decisão.
No despacho, Moraes determina a prisão de Rachel de Oliveira Villa Nova Conceição, administradora representante do X no Brasil, e o seu afastamento da direção da empresa, além de multa diária de R$ 50 mil, caso não fosse cumprida uma determinação feita no dia 8 de agosto, para bloquear de sete perfis bolsonaristas, incluindo o perfil do senador Marcos do Val, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na última quinta-feira, 15, Moraes decidiu aumentar de R$ 50 para R$ 200 mil a multa diária pelo descumprimento da decisão judicial. Na noite de sexta-feira, 16, foi quando o X disse ter recebido o despacho secreto com as penalidades contra Raquel, culminando na decisão do X encerrar seu escritório no Brasil.
Desde abril a Corte brasileira vem apertando o cerco contra Elon Musk e a rede social X. Na época, Moraes determinou uma série de bloqueios de perfis de discurso de ódio e antidemocráticos, sob pena de multa diária de R$ 100 mil para cada um deles que não fosse bloqueado, além de incluir Musk na lista de investigados no caso das milícias digitais.