Um dos desafios para a rede neutra é a questão da cibersegurança. Será que um provedor poderia ter acesso aos dados de outro provedor, se ambos são clientes da mesma operadora de rede neutra? Para FiBrasil, a resposta é não.
Eisenhower Santos, head de operações da FiBrasil, falou sobre como a empresa garante a segurança da informação dos seus clientes nesta quarta-feira, no Encontro Nacional Abrint 2023.
Santos explicou que a FiBrasil trabalha para mitigar os riscos na parte física, com pontos de presença monitorados ininterruptamente, acesso físico apenas para pessoas autorizadas e auditoria do acesso físico. Além disso, a FiBrasil contrata outra empresa para garantir a segurança física dos técnicos.
Já a cibersegurança é baseada em três pilares: ferramentas e pessoas; processos; e metodologia, disse o executivo.
Em relação ao primeiro ponto, a rede é monitorada ininterruptamente por meio de ferramentas de mercado integradas ao sistema de alarmes que notifica os profissionais para prevenir eventuais problemas e mitigar os dados, caso haja algum ataque.
Na parte de processos, Santos disse que a FiBrasil faz a gestão de vulnerabilidades com CIS Control, que é um conjunto de melhores práticas baseado em 18 pilares. “A gente testa a rede constantemente para verificar se atende os requisitos de cada um desses 18 pilares”, afirmou.
Por fim, a FiBrasil ainda atende à regulação do GT Ciber, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e à Lei Geral de Proteção de Dados. O executivo acrescentou que a própria empresa não tem acesso aos dados dos clientes finais, nem os provedores de Internet, que são seus clientes, têm acesso aos dados uns dos outros.
Atila Branco, CTIO da FiBrasil, acrescentou que dois sócios da operadora de rede neutra são obcecados por cibersegurança e querem uma camada de proteção de dados muito acima do mercado.
“O tema de segurança não só mitigar incidentes com ferramentas, o time precisa estar preparado e é preparação continua”, concluiu Santos.