Claro e Telefônica pedem melhor análise sobre direito de exploração satelital da Starlink

Operadoras se manifestaram justificando “lotação” nos enlaces de micro-ondas na faixa solicitada, representando riscos aos serviços móveis e à competição.

Claro e Telefônica também contribuíram na consulta pública da Anatel sobre o pedido da Starlink para ampliar seu direito de exploração satelital na órbita do Brasil com, no mínimo, mais 7,5 mil satélites

As operadoras destacaram os potenciais impactos negativos sobre a qualidade dos serviços móveis, principalmente devido à interferência na faixa de frequência da banda E, utilizada para enlaces de micro-ondas essenciais para a conectividade 5G.

“É fundamental a continuidade do uso da banda E (71-76 e 81-86GHz) como backhaul direcionado ao serviço móvel de geração mais atual, bem como solução para conectividade em locais remotos. Nestes casos é a utilização da faixa de frequência citada na CP 38/2024, como solução backhaul para sites 5G”, argumentou a Telefônica.

A operadora vê como prematura a decisão de utilizar a banda E para este fim e pede estudos mais aprofundados, a exemplo da FCC, reguladora dos EUA, que “adiou qualquer ação sobre os planos de uso de frequências de banda E para satélite”, acrescentou.

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A Claro argumentou que utiliza essa faixa para enlaces de micro-ondas em cerca de 50% do território nacional, justamente pela limitação do alcance da fibra óptica em algumas localidades. A operadora também defendeu a criação de fóruns de discussão sobre o tema e solicitou informações técnicas detalhadas por parte da Starlink.

A Claro teme que a concessão do direito de exploração da banda E à Starlink possa causar interferências intersistêmicas, citando justamente o prejuízo à qualidade dos serviços móveis.