jueves, octubre 6, 2022
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Brasil | Internet nas escolas: Estudo apresenta mínimo de velocidade necessária por aluno

Dados do Medidor Educação Conectada mostram que a média nacional de velocidade de download por aluno no turno com maior número de estudantes é de apenas 0.39 Mbps.

Qual a velocidade de banda larga ideal para garantir a realização de atividades pedagógicas nas escolas? Não raras vezes, gestores públicos educacionais se veem às voltas com essa questão. Para ajudá-los a ter uma resposta clara e direta, o Grupo Interinstitucional de Conectividade na Educação (GICE), formado por mais de 20 de instituições entre órgãos governamentais, operadoras, associação de provedores, empresas de tecnologia e organizações do terceiro setor, elaborou a nota técnica “Qual a velocidade de Internet ideal para minha escola?”.

Lançado nesta quinta-feira (30), o documento teve a produção capitaneada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), pelo Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB), pelo Grupo de Mulheres do Brasil (GMB) e pela Organização sem fins lucrativos MegaEdu.

“Nosso objetivo com a nota técnica é orientar os gestores sobre o que levar em conta na hora da contratação de um plano de Internet. Com isso, eles darão condições para que os professores consigam utilizar as tecnologias em atividades de ensino e aprendizagem de maneira adequada, contando com uma boa conexão para isso”, destaca Milton Kashiwakura, diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br.

Ele explica que o Guia de Conectividade na Educação, divulgado pelo GICE em setembro de 2021, apresenta uma fórmula para estipular qual a velocidade ideal de conexão, considerando variáveis como a quantidade de estudantes conectados simultaneamente, os usos pedagógicos dessa Internet e o número de alunos no maior turno. Com base na fórmula, o gestor consegue traçar valores específicos de cada uma dessas variáveis para entender a velocidade mínima a ser contratada.

Para tornar esse processo ainda mais prático, a nota lançada hoje apresenta um parâmetro de velocidade simples de ser assimilado, que ajudará a embasar os investimentos em conectividade nas escolas. “Entendemos que a velocidade mínima de conexão necessária é de 1 Mbps por estudante, levando em conta o maior turno”, afirma Paulo Kuester Neto, analista de projetos do NIC.br e um dos especialistas responsáveis pela elaboração do documento.

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“Decidimos simplificar o processo de tomada de decisão dos gestores, definindo essa referência de 1 Mbps, que é capaz de viabilizar a maior parte das atividades escolares, como aquelas que envolvem áudio, vídeo, download, jogos e uso geral”, destaca Raquel Costa, do CIEB.

Atualmente, a média nacional de velocidade de download por aluno no turno com maior número de estudantes é de apenas 0.39 Mbps, conforme dados do Medidor Educação Conectada. Desenvolvido pelo NIC.br para o Ministério da Educação com o objetivo de monitorar a velocidade e a qualidade da Internet entregue na rede pública de ensino básico, esse software gratuito foi instalado em cerca de 49,2 mil das 138,8 mil escolas públicas em atividade em 2021 – aproximadamente 41 mil registraram velocidade na ferramenta nos últimos 6 meses.

“Metade das escolas públicas possuem até 118 estudantes no maior turno, o que significa que contratar um plano de 100 Mbps é suficiente para atender ao parâmetro de 1 Mbps por estudante no maior turno. No extremo oposto, apenas 10% das escolas contam com mais de 400 estudantes no maior turno e, portanto, necessitam contratar um plano de 400 Mbps ou superior, para garantir a recomendação de velocidade proposta”, complementa Cristieni Castilhos, CEO da MegaEdu, citando informações disponibilizadas na nota.

“Não basta ter Internet. É preciso ter uma conectividade capaz de garantir que docentes consigam utilizar a Internet da escola para os processos de ensino, que a gestão escolar consiga estruturar os processos administrativos da escola com o uso de tecnologia, e que os estudantes utilizem essa Internet em diferentes formas de aprendizagem, desde pesquisas simples até atividades mais estruturadas em ambientes virtuais de aprendizagem”, finaliza Marise De Luca, do GMB.

São parceiras na elaboração da nota técnica “Qual a velocidade de Internet Ideal para minha escola?”: Intelbras, Sincroniza Educação, Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Consórcio de Inovação na Gestão Pública (CIGA), Instituto Cordial, Instituto Articule, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Fundação Lemann.

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