Brasil e China aprofundam relações em TIC e economia digital

O Brasil e a China assinaram 15 acordos comerciais e de parceria na viagem do presidente Lula e da comitiva brasileira ao país asiático. Um deles é para o compartilhamento de informações sobre tecnologias da informação e da comunicação (TIC).

O memorando foi firmado entre o Ministério das Comunicações (MCom), a Agência Nacional de Telecomunicações e o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China nesta sexta-feira, 14.

As áreas de cooperação incluem: tecnologias de comunicação sem fio, computação em Nuvem, Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas e tecnologias para indústria, educação, saúde e meio-ambiente.

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Segundo o MCom, serão realizadas visitas técnicas, seminários e troca de informações voltada para a agenda da União Internacional de Telecomunicações (UIT), por exemplo.

O ministro Juscelino Filho disse que a parceria vai promover a cooperação entre institutos de pesquisa e empresas dos dois países. “Tenho certeza que esse trabalho em conjunto vai contribuir diretamente com um dos nossos principais objetivos: levar inclusão digital e social para todos os brasileiros”, afirmou.

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Além do acordo para o satélite CBERS-6, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação assinou dois memorandos para cooperação em pesquisa em TIC e um plano de cooperação espacial entre a Agência Espacial Brasileira e a Administração Espacial Nacional da China.

Os memorandos vão funcionar de forma similar ao memorando do MCom, com visitas técnicas e seminários, mas inclui a área de semicondutores e a capacitação de talentos.

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Outro acordo foi voltado para investimentos em economia digital, assinado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O documento prevê uma infraestrutura econômica para integrar tecnologias inteligentes a manufatura avançada, circulação de mercadorias, transportes, negócios, entre outros. 

A parceria também prevê intercâmbio de estratégias políticas e regulatórias para a economia digital.

A viagem do presidente Lula marca uma aproximação do Brasil com a China e mostra a importância da área tecnológica, um sinal que pode não ser visto com bons olhos pelos Estados Unidos.

Veja a lista e a íntegra dos documentos aqui.