A Anatel decidiu conceder um prazo adicional de seis meses para que as empresas vencedoras do primeiro leilão reverso do edital de 2024 construam redes 4G com os recursos excedentes do leilão 4G de 2014. Agora, elas precisam estar ativas até 30 de junho de 2026, e não mais até o final de 2025.
A medida foi tomada com base na recomendação do Gired, grupo que monitora a execução das obrigações do leilão, que apontou que o prazo original de 12 meses poderia desestimular a participação de empresas em um segundo leilão reverso, conforme apurou o portal Tele.Síntese.
O edital de 2024 prevê R$ 250 milhões em recursos para expandir a rede móvel, com a implementação financiada pelo menor custo ofertado pelas empresas interessadas, as quais só receberão o pagamento após comprovar a instalação e funcionamento das infraestruturas. Até agora, o primeiro leilão distribuiu R$ 108,8 milhões, restando ainda R$ 131,2 milhões.
Brisanet, TIM e Sercomtel venceram no primeiro pleito, enquanto empresas como Claro e Vivo participaram, mas não obtiveram sucesso. A expectativa é que o prazo ampliado torne o próximo leilão mais competitivo, atraindo mais participantes e permitindo que um número maior de localidades seja atendido sem elevar os custos do projeto.