Oi consome R$ 2 bilhões de caixa em um ano e reduz saldo em 67%
A Oi consumiu R$ 2,03 bilhões em caixa operacional no período de um ano encerrado em janeiro de 2026, segundo relatório da Wald, administradora judicial, à 7a Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
Neste intervalo, a companhia registrou ingressos de R$ 2,29 bilhões, provenientes principalmente de clientes e serviços de uso de rede, mas teve desembolsos de R$ 4,26 bilhões com despesas operacionais, além de R$ 64,3 milhões em investimentos, resultando em geração operacional negativa.
A dinâmica levou a uma redução de 67,4% no caixa ao longo do período, que passou de R$ 1,39 bilhão em fevereiro de 2025 para R$ 453 milhões ao fim de janeiro de 2026.
O relatório indica que a principal pressão veio dos pagamentos a fornecedores, que corresponderam a 147% do total de recebimentos no período superando a geração de caixa da operação.
Além disso, “os dados analisados demonstraram que os recursos obtidos por meio do financiamento DIP (Debtor-in-Possession, na sigla em inglês), foram consumidos em razão da insuficiência da geração operacional de caixa, sendo direcionados ao pagamento de despesas recorrentes, notadamente aquelas relativas a fornecedores, tributos e despesas com pessoal”, diz o relatório.
O relatório aponta ainda que, em diferentes momentos entre 2023 e 2024, o déficit operacional superou os valores captados em cada tranche do financiamento, evidenciando a incapacidade de estabilização financeira mesmo com a injeção de recursos.
Atualmente, a companhia não possui mais valores a receber relacionados ao DIP, mas mantém obrigações relevantes associadas à operação, incluindo US$ 676,8 milhões junto a credores do AHG e R$ 710,3 milhões com a BGC Fibra, ligada à V.tal.