A Vivo (Telefônica Brasil) encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 6,2 bilhões, alta de 11,2%, sustentada pela expansão dos negócios digitais e pelo desempenho do mercado corporativo. Entre os destaques operacionais, a linha de aparelhos e eletrônicos cresceu 13,7% no quarto trimestre, somando R$ 1,3 bilhão, com os smartphones compatíveis com 5G respondendo por 97,1% das unidades vendidas.
A receita total anual atingiu R$ 59,6 bilhões, avanço de 6,7%, enquanto o EBITDA chegou a R$ 24,8 bilhões, com margem de 41,7%. No trimestre, a companhia registrou receita de R$ 15,6 bilhões e lucro de R$ 1,9 bilhão. Os investimentos somaram R$ 9,3 bilhões, direcionados principalmente à expansão de rede, com cobertura 5G em 716 municípios e alcance de 67,7% da população, além da ampliação da fibra para 31 milhões de domicílios.
O segmento corporativo foi um dos principais vetores de crescimento. Serviços de cloud, cibersegurança, big data, IoT, mensageria e soluções de TI faturaram R$ 5,3 bilhões em 2025, aumento de 29,5%. Apenas a área de cloud avançou 37,8%, superando R$ 2,6 bilhões. No total, novos negócios digitais B2C e B2B geraram R$ 7,2 bilhões, equivalentes a 12,1% da receita da empresa.
No mercado fixo, a receita trimestral foi de R$ 4,4 bilhões, impulsionada principalmente pela fibra, que alcançou R$ 2 bilhões, crescimento de 9,8%, e pelos serviços corporativos de dados e TIC, com R$ 1,5 bilhão, alta de 10,2%. A base de clientes de fibra chegou a 7,8 milhões, expansão anual de 12%.
No móvel, a receita de serviços somou R$ 9,8 bilhões no trimestre, aumento de 7%, puxada pelo pós-pago, que faturou R$ 8,4 bilhões e cresceu 9%. A base pós-paga atingiu 70,8 milhões de acessos, consolidando a liderança da companhia no segmento.
A operadora encerrou o ano com 116,7 milhões de acessos totais, dos quais 103 milhões na rede móvel. O fluxo de caixa operacional alcançou R$ 15,6 bilhões, alta de 13,4%, enquanto a geração de caixa foi de R$ 9,2 bilhões. A remuneração aos acionistas totalizou R$ 6,4 bilhões, com payout de 103,4% do lucro líquido.
A companhia também destacou a migração do regime de concessão para autorização, formalizada com a Anatel, que deve permitir novos investimentos e a monetização de ativos legados estimada em R$ 4,5 bilhões nos próximos anos.