Claro e ONU Mulheres lançam programa de capacitação digital para mulheres em situação de vulnerabilidade

Iniciativa com apoio da Anatel, batizado de Mulher+Tech: conexão para novos começos, será implantada em 10 capitais brasileiras e busca promover a autonomia financeira de vítimas de violência doméstica e mulheres refugiadas por meio do acesso à conectividade e à formação em tecnologia.

Cada mulher participante receberá um chip com plano gratuito por 12 meses e, ao final do programa, as que cumprirem pelo menos 75% da carga horária presencial receberão um aparelho celular, fornecido pela Claro. 

A formação será conduzida por organizações da sociedade civil com atuação regional, a serem selecionadas via edital público e supervisionadas pela ONU Mulheres. Além de investimento semente, as entidades contarão com suporte técnico e infraestrutura para desenvolver as atividades.

A representante interina da ONU Mulheres no Brasil, Ana Carolina Querino, destacou que o acesso ao digital é hoje uma ferramenta fundamental para a autonomia econômica e o enfrentamento das desigualdades: “A digitalização do trabalho revolucionou nossas vidas, mas também ampliou desigualdades e novas formas de violência”.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que 35 mulheres foram agredidas física ou verbalmente por minuto no país em 2022. Já entre mulheres refugiadas venezuelanas interiorizadas no Brasil, cerca de 5,74% relataram ter sofrido algum tipo de violência, segundo levantamento da ONU Mulheres, ACNUR e UNFPA.

Segundo o presidente da Claro, José Félix, a iniciativa surgiu a partir da percepção de que “a tecnologia pode representar uma oportunidade real de recomeço para essas mulheres”. O projeto marca uma rara articulação entre operadora, agência reguladora e organismo internacional para atender a um público-alvo específico em situação de vulnerabilidade.