EUA propõe identificar faixa de 3,3 a 3,4 GHz para 5G nas Américas

O governo dos Estados Unidos propôs à Comissão Interamericana de Telecomunicações (Citel) que a faixa de 3.300 a 3.400 MHz seja identificada para o 5G na região das Américas.

Através do Departamento de Estado, o governo de Joe Biden enviou sua proposta à Citel, que será discutida na reunião programada para a próxima semana (21 a 26 de maio) na Cidade do México.

Se a iniciativa for aceita como proposta regional, a Comissão Interamericana de Telecomunicações a representará na Conferência Mundial de Radiocomunicações (WRC-23, na sigla em inglês), que será realizada em novembro deste ano em Dubai, Emirados Árabes Unidos.

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Caso a WRC-23 adote a ideia, o próximo passo seria modificar o Regulamento de Radiocomunicações para incluir a identificação do espectro de 3,3 a 3,4 GHz para a implementação da tecnologia 5G nas Américas. ainda assim, seria decisão de cada país atribuir essa faixa às redes de quinta geração ou não.

A proposta dos Estados Unidos está baseada em seu interesse em liberar mais espectro nas faixas médias para o desenvolvimento das redes 5G. Ao mesmo tempo, visa proteger as operações e capacidades críticas que utilizam essa faixa.

O Departamento de Defesa utiliza uma parte da faixa média para atividades classificadas e não classificadas, e o governo está preocupado em protegê-las. Nesse sentido, a proposta enviada à Citel inclui ideias sobre como evitar qualquer interferência nos sistemas governamentais existentes.

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Além disso, o Departamento de Defesa e a Administração Nacional de Telecomunicações e Informação enfatizaram que a iniciativa enviada à Citel não prejudica os resultados de um estudo do Congresso dos Estados Unidos que examina a viabilidade de compartilhar a faixa inferior mais ampla de 3 GHz ou suas recomendações sobre o uso doméstico da faixa.

Desde dezembro de 2019, a Comissão Federal de Comunicações também explorou e propôs o compartilhamento do intervalo de 3,1 a 3,55 GHz para a implementação do 5G nos Estados Unidos, o que implicaria a convivência de operações de defesa e operações sem fio comerciais. No entanto, a análise não tem sido simples e tem demorado vários anos.