Por dia, quase 135 milhões das transações bancárias são feitas via PIX
No entanto, Banco Central afirma que circulação de dinheiro em espécie segue em crescimento
O PIX, meio de pagamento instantâneo, registrou 134,8 milhões de transações ao final da primeira semana deste mês de julho. Ainda assim, a diretora de administração do Banco Central (BC), Carolina Barros, afirmou durante a LiveBC, no dia 7, que o dinheiro em espécie em circulação segue em crescimento, mesmo com a popularização dos pagamentos pelos meios digitais.
No entanto, dados divulgados próprio BC no estudo Evolução dos Meios Digitais para a Realização de Transações de Pagamento no Brasil, é possível perceber que as mudanças comportamentais dos bancarizados, especialmente por conta da pandemia de covid-19, os fez utilizar cada vez menos dinheiro físico. Em 2019, os saques de dinheiro em caixas eletrônicos e agências somaram R$3 trilhões. Em 2020, em plena pandemia e lockdown, o total caiu para R$ 2,5 trilhões. Mas em em 2021 e 2022 já com as vacinas, caiu um pouco mais para R$2,1 trilhões.
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Em 2022, o PIX foi a principal forma de pagamento usada pelos brasileiros, atingindo 29% de todas as transações registradas. Em 2021, foi de 16%. O sistema de pagamentos instantâneos foi implementado no fim de 2020, com o objetivo de aumentar a digitalização das transações financeiras.
Carolina Barros explica que de 2021 para cá, há cerca de R$340 bilhões em circulação em termos de volume financeiro, seja no formato de papel-moeda ou da moeda em si.