Padtec retorna ao mercado de cabos submarinos e adquire 85% da LEV Brasil
Com a Padtec Marine Networks a empresa passa a atuar em etapas como engenharia marinha e licenciamento ambiental e vislumbra oportunidades de até US$ 4 bilhões anuais na América Latina.
A Padtec anunciou nesta segunda-feira (8) a criação da Padtec Marine Networks (PMN), unidade dedicada ao desenvolvimento e à implantação de projetos de infraestrutura submarina e costeira.
A companhia também informou a aquisição de 85% da LEV Brasil, empresa especializada em geociências aplicadas, engenharia marinha e licenciamento ambiental.
A operação, contudo, depende da aprovação da assembleia de acionistas, marcada para daqui um mês, 8 de julho. Após a conclusão da transação, o atual diretor-geral da LEV, Antonio Badagola, assumirá a liderança da Padtec Marine Networks.
A nova unidade terá como foco projetos voltados para operadoras de telecomunicações, provedores de serviços digitais, data centers, hyperscalers, empresas de utilities e iniciativas governamentais relacionadas à conectividade e à infraestrutura crítica.
Com a iniciativa, a fabricante brasileira amplia sua atuação na cadeia de infraestrutura digital e retorna de forma mais estruturada ao mercado de cabos submarinos, segmento no qual já atuou anteriormente em projetos como o Cabo Júnior, em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Questionado pela DPL News sobre a dimensão financeira da iniciativa e as perspectivas de investimento e geração de receita da nova unidade, o CEO da Padtec, Carlos Raimar, evitou apresentar números específicos.
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“Mais que perseguir metas imediatas de faturamento ou volume no curto prazo, o valor fundamental dessa estratégia está em ampliar substancialmente nosso mercado potencial”, afirmou o executivo.
Raimar ressaltou que a estratégia busca posicionar a companhia além do fornecimento de sistemas ópticos terrestres, incorporando competências da LEV Brasil.
Demanda
A empresa estima que o mercado global de infraestrutura submarina movimente entre US$ 33 bilhões e US$ 34 bilhões por ano, com potencial para atingir US$ 50 bilhões até 2033.
Na América Latina, o mercado endereçável relacionado à construção de landing stations, conectividade internacional, engenharia marinha e interconexão de data centers estaria entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões anuais.
Para a companhia, a expansão dos investimentos em inteligência artificial, computação em nuvem e data centers deverá impulsionar a demanda por novas rotas submarinas na região.
“O aumento exponencial da capacidade computacional instalada em terra exige automaticamente a criação de novas rotas submarinas, a implantação de redes costeiras e a modernização da infraestrutura existente”, acrescentou o CEO.
