A Oi S.A. divulgou nesta quinta-feira (4) os resultados do segundo trimestre de 2025. A receita consolidada foi de R$ 684 milhões, queda de 17,7% em relação ao mesmo período do ano passado, mas com avanço de 8,4% frente ao 1T25, impulsionada pelas subsidiárias nacionais.
A unidade Oi Soluções respondeu por 50% da receita, mas teve retração anual de 23,7%, refletindo a transição de serviços tradicionais para soluções digitais em TIC, como cloud e comunicação unificada. Já as subsidiárias nacionais cresceram 66,8% A/A e 61% T/T, atingindo R$ 267 milhões. O segmento de legado e atacado segue em queda, somando apenas R$ 74 milhões (-66,5% A/A).
O EBITDA de rotina foi negativo em R$ 98 milhões, contudo, melhor que o resultado do trimestre anterior (-R$ 445 milhões). O consumo de caixa operacional foi de R$ 139 milhões, também inferior ao observado no 1T25.
A dívida bruta a valor justo encerrou o trimestre em R$ 11,2 bilhões, estável frente ao 1T25, após a capitalização integral dos juros de junho. A companhia destacou ainda reduções expressivas de custos: OPEX caiu 64,6% A/A e Capex recuou 70,1%.
No período, a Oi avançou na desmobilização do legado em cobre, que já gerou economia acumulada de R$ 1,4 bilhão, e manteve negociações com credores no âmbito de seu processo de recuperação judicial.