Novo plano de RJ da Oi é aprovado e reforça a sustentabilidade da companhia

O novo Plano de Recuperação Judicial da Oi foi aprovado ontem pelos credores da companhia, em assembleia, realizada no Rio. O novo plano, aprovado por 79,87% dos credores quirografários, prevê a reestruturação das dívidas financeiras da companhia adequando-as à sua capacidade de pagamento, sem comprometer sua atuação operacional e também seus negócios no segmento de fibra ótica.
O plano prevê a entrada de dinheiro novo, condições melhores para credores que entrarão com recursos, venda de ativos da companhia para pagamento de credores com prioridade para a quitação de dívidas e o fornecimento de garantias para assegurar o pagamento dos credores. Os objetivos principais são a redução do endividamento, a garantia de liquidez de curto e médio prazo; e a melhoria da estrutura de capital.
Segundo o diretor jurídico da Oi, Thalles Paixão, que apresentou o novo plano durante a assembleia, as condições de financiamento não foram alteradas de forma substancial nesta última rodada de discussões com os credores, mas trouxeram melhorias. Resultado de extensas negociações mantidas entre a companhia e seus stakeholders nos últimos meses, o plano prevê uma entrada de recursos de U$ 655 milhões. Também está previsto um empréstimo ponte (em forma de DIP) de US$ 135,8 milhões para financiamento de curto prazo. “O ponto central do plano é garantir a liquidez para manter a operação da companhia”, afirmou. ​​​​
As garantias para os credores incluem a venda da participação da Oi na V.tal, a unidade de negócios da Oi Fibra, imóveis, dentre outros. O plano também prevê a capitalização dos créditos remanescentes em até 80% do capital social da Oi, para os credores que aportarem recursos na empresa. ​
O montante total da nova dívida emitida pela companhia será de R$ 6,75 bilhões divididos em duas tranches, uma de R$ 4,5 bilhões e a segunda de R$ 2,5 bilhões.
Mesmo enfrentando uma segunda Recuperação Judicial, a Oi fechou o ano de 2023 na liderança da ativação de novos acessos de internet em fibra ótica em altas velocidades, entre as grandes operadoras do país. A companhia também manteve o ritmo de sua operação B2B, a Oi Soluções, com resultados significativos atuando como um player de TIC utilizando a base de clientes já existente. Em dezembro, a Oi Fibra e a Oi Soluções respondiam por 70% da receita da nova Oi (sem o legado).
A nova Oi está centrada na conectividade de fibra ótica e serviços digitais para usuários residenciais, empresariais e corporativos com foco no modelo client-centric. Estruturalmente a companhia é formada pela Oi S.A., voltada para B2C, PME; a Oi Soluções, o braço de conectividade e soluções de TI para B2B; a V.tal, com participação acionária relevante, atuando no mercado de atacado; e por duas empresas, a Serede e a Tahto, que são subsidiárias 100% da Oi e representam dois elementos importantes no processo de transformação da companhia.

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