Meta e BTG Pactual investirão 1,3 mi em créditos para reflorestamento na América Latina

Essa é a primeira grande iniciativa da Meta pela remoção de carbono no Brasil e terá foco no Cerrado, onde as queimadas que atingem as florestas de todo o país já destruíram mais de 20 mil quilômetros da vegetação.

A Meta e o BTG Pactual Timberland Investment Group (BTG Pactual TIG) firmaram um acordo de longo prazo para a entrega de 1,3 milhão de créditos de remoção de carbono baseados na natureza, com opção de entregar mais 2,6 milhões de créditos até 2038. Esses créditos fazem parte de uma estratégia de reflorestamento na América Latina, com foco na mitigação das mudanças climáticas.

Além do impacto ambiental, essa iniciativa visa gerar benefícios para as comunidades rurais com a criação de empregos e desenvolvimento da bioeconomia. Os créditos de carbono baseados na natureza são gerados por meio de projetos de reflorestamento e conservação, que removem carbono da atmosfera. Cada crédito representa uma tonelada de dióxido de carbono removida ou evitada.

O projeto foca na conservação, restauração e plantio de áreas desmatadas e degradadas, incluindo o Cerrado brasileiro; um dos biomas mais biodiversos do mundo e que assim como outras áreas verdes do país, se consome pelo fogo diante de queimadas intencionais e criminosas, e do clima altamente seco que assola o país, sem chuva há mais de 100 dias em diversas localidades.

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Levantamento do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) aponta que mais de 2,4 milhões de hectares de vegetação típica foram afetados durante agosto de 2024, incluindo a Amazônia, a Mata Atlântica e o Pantanal. Só no Cerrado, mais de 20 mil quilômetros de vegetação foram destruídos, isto é, quatro vezes o tamanho do Distrito Federal.

Essa é a primeira grande iniciativa da Meta relacionada à remoção de carbono no Brasil, cujo governo tem feito grandes investimentos pela descarbonização. A empresa dona do Facebook e do Instagram assumiu o compromisso com a redução de emissões líquidas de carbono até 2030, utilizando suas tecnologias de IA para monitorar florestas e ajudar no desenvolvimento de novos projetos semelhantes.