Lucro da Vivo cresce 18% no 1º trimestre e chega a R$ 1,1 bi

Os resultados da Vivo divulgados nesta segunda-feira, 12, mostram um início de ano com crescimento expressivo em seus principais indicadores financeiros. A operadora registrou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre, alta de 18,1% em relação ao mesmo período de 2024. A receita total chegou a R$ 14,4 bilhões, com avanço de 6,2%, desempenho acima da inflação dos últimos 12 meses.

O EBITDA somou R$ 5,7 bilhões, crescimento de 8,1%, com margem de 39,6%. Já a geração de caixa operacional alcançou R$ 3,8 bilhões, alta de 12,7%. Os investimentos ficaram estáveis em R$ 1,9 bilhão, com foco na ampliação da rede 5G, que agora está presente em 519 cidades e cobre 62% da população brasileira, e na expansão da operação de fibra, que cobre 29,6 milhões de domicílios.

“Seguimos apresentando lucro em expansão, com receitas em alta e um EBITDA em trajetória contínua de crescimento. A forte geração de caixa reforça nossa capacidade de investimento e contribui diretamente para ampliação da cobertura e da qualidade do serviço”, afirmou o presidente da Vivo, Christian Gebara.

No segmento móvel, a receita de serviços subiu 6,5%, totalizando R$ 9,3 bilhões, puxada pelo pós-pago, que teve faturamento de R$ 7,9 bilhões, alta de 10,3%. A base de pós-pago chegou a 67,4 milhões de acessos, aumento de 7,7%, representando cerca de 70% dos acessos móveis da operadora.

Na banda larga fixa, a fibra óptica manteve o protagonismo, com receita de R$ 1,9 bilhão, alta de 10,6%. A operadora adicionou 211 mil novos clientes no trimestre, totalizando 7,2 milhões de usuários conectados por fibra – avanço de 12,9% em 12 meses.

A estratégia de convergência entre móvel e fibra segue avançando. A oferta Vivo Total respondeu por 87% das novas adições de fibra no trimestre e atingiu 2,7 milhões de assinantes, com crescimento de 77,4% em relação ao ano anterior. Juntas, as receitas de pós-pago e fibra já representam 73% da receita total de serviços da empresa.

Além disso, a Vivo destacou o avanço dos negócios digitais corporativos e de novos serviços no B2C. O portfólio digital empresarial gerou R$ 4,4 bilhões nos últimos 12 meses, crescimento de 25,5%, enquanto os serviços financeiros com a marca Vivo Pay registraram receita de R$ 468 milhões, alta de 10,2%.

No total, a base de clientes da Vivo chegou a 116,1 milhões de acessos, crescimento de 2,3% em um ano. A operadora manteve a liderança de mercado, com 38,8% de participação no segmento móvel.

Em abril, a empresa formalizou junto à Anatel a migração do regime de concessão para autorização no serviço de telefonia fixa em São Paulo. Segundo o CFO David Melcon, os resultados refletem “a robustez do modelo de negócios, com disciplina operacional e sólida posição financeira”.

No campo ESG, a Vivo segue como destaque: foi apontada como a empresa brasileira mais sustentável no ranking da S&P Global, integrando o DJSI World, e mantém iniciativas como o Futuro Vivo, que promove discussões sobre sustentabilidade com foco na Amazônia. O programa de trainee da companhia conta com 56% de talentos negros e 11% de pessoas com deficiência.