Justiça acolhe renúncia e afasta corpo diretivo da Oi em meio a liquidação parcial

A 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro determinou o afastamento da diretoria e do conselho de administração da Oi ao decretar a antecipação da liquidação parcial da companhia, no fim de setembro. A decisão incluiu a suspensão de pagamentos e a nomeação de interventores para assegurar a continuidade dos serviços essenciais.

Em decorrência da medida, o CEO Marcelo Milliet, o CFO Rodrigo Aguiar e seis membros do Conselho Administrativo apresentaram cartas de renúncia, nesta quarta-feira (8) com efeitos retroativos a 30 de setembro, formalizando o desligamento após a determinação judicial. Os interventores nomeados pela administradora judicial passaram a conduzir a transição administrativa e formou um time provisório de gestão.

Os nomeados foram Bruno Rezende, da empresa Preserva-Ação, designado para realizar o processo de transição dos serviços públicos e intervir, em parte, no grupo Oi; e Tatiana Binato, advogada nomeada para o processo de transição de serviços públicos subjacentes prestados pela Oi por meio das subsidiárias Serede e Tahto.

Já o Comitê designado por Rezende, ficou composto por Fábio Wagner, ex-diretor jurídico da Oi; André Tavares Paradizi, Gustavo Roberto Brambila e Marcelo Augusto Leite de Moraes.

A Oi também cancelou a assembleia de acionistas que estava marcada para esta quinta-feira  (9), citando o novo cenário de intervenção. A medida é mais um capítulo da prolongada crise financeira da operadora, que ainda tenta preservar ativos e serviços essenciais em meio à antecipação parcial dos efeitos da falência.