“No ano passado, 33% do nosso portfólio de carros na América do Sul era conectado, o que significa que eles contam com hardware e software necessários para receber e transmitir informações. Em 2023 chegaremos a 86% e continuaremos trabalhando nessa direção: vamos passar de 250 mil veículos conectados em 2022 para um milhão em 2024”, disse Jaime Gil, diretor de Produtos e Serviços Conectados da General Motors para a região. Ele acrescentou que o plano é ultrapassar dois milhões dois anos depois.
Pouco antes de sua apresentação no IoT Day 2023, organizado pela Câmara Argentina de IoT, o executivo conversou com a DPL News e explicou as expectativas a nível local e regional, os números esperados e o que virá sob o conceito de veículo conectado da OnStar, subsidiária da GM responsável pelo negócio de conectividade.
Um relatório da McKinsey garante que a conectividade em carros gerará um potencial de negócios entre US$ 250 e 400 bilhões no mundo, enquanto estima que 95% dos carros vendidos até 2030 serão conectados. Esses números alavancaram a GM para falar sobre suas expectativas em uma região que, segundo o executivo, está encontrando novos modelos de negócios nas mãos de “um cliente cada vez mais digital”.
A OnStar fechou o ano passado com 46 mil assinantes nesta parte do mundo, disse o executivo, acrescentando que a meta é ultrapassar os 260 mil este ano e chegar a 630 mil em 2026. Além da opção de assinatura – há um período de teste e depois você deve pagar –, os veículos conectados têm vantagens per se, como a possibilidade de gerar atualizações constantes dos sistemas de forma remota.
Somente em 2022, a OnStar registrou na América do Sul mais de três milhões de solicitações de localização de veículos, dois milhões de diagnósticos de veículos, 905 mil solicitações de partida remota, 345 mil solicitações de travamento de porta e mais de 129 mil solicitações de alerta. Apontando o desempenho por país, Gil disse que o Brasil representa 80% do negócio e a Argentina 10%. O restante se divide entre Chile, Colômbia e, depois, Peru, Equador, Paraguai e Uruguai.
Na Argentina, o plano da empresa é atingir 80% de sua frota de carros com conectividade neste ano. “Isso nos levará a ter cerca de 56 mil carros até o final de 2023. No país, temos cerca de 17 mil assinantes e a ideia é dobrar esse número”. E acrescentou que a solução é 100% eficaz na recuperação de ativos: “roubaram 1.014 carros conectados com a OnStar no país e todos foram recuperados”.
Conectividade IoT da Claro
A Claro fechou aliança com a GM para o serviço OnStar em 2016 e é provedora de conectividade nos oito países da América do Sul em que está presente. “O primeiro carro conectado da Argentina foi apresentado em 2019 e hoje são cerca de 40 mil”, disse Fernando Martínez Corfield, gerente de Produtos B2B da empresa.
Entre os próximos desafios em termos de conectividade para a vertical automotiva, o executivo citou o 5G no futuro carro conectado, com carros elétricos, mais autônomos e uma interação regular entre o veículo e seu ambiente, a maior avaliação dos dados que são produzidos e modificar a lógica de consumo de conectividade associada ao automóvel para a associada à pessoa que o utiliza.
A operadora tem cerca de 20 parceiros de IoT em diferentes setores e verticais. Com quatro deles, o estágio do acordo está mais avançado a ponto de uma venda comercial conjunta. Além de outros segmentos como Smart Cities, a companhia destaca entre os casos de sucesso o da vertical agro da empresa DVL, que utiliza esse tipo de conectividade para melhorar recursos e economizar tempo e energia em atividades dentro em fazendas conectadas.