Era do Gb na banda larga fixa é o próximo passo na América Latina: Huawei
O evento LATAM Fiber Broadband Leaders Summit reuniu reguladores e empresas para incentivar investimentos e a implementação de redes de fibra mais velozes.
São Paulo, Brasil.- A América Latina deve se aproximar de uma transição significativa na oferta e adoção da banda larga fixa, impulsionada por redes de fibra óptica de alta velocidade, como já acontece no Chile. Segundo Joey Zhou, presidente do departamento de marketing e vendas de soluções da Huawei para a América Latina, esse movimento já está ocorrendo ao observar que 60% dos lares na região são conectados por fibra.
Uma das tendências observadas por Zhou para essa transição, é a migração maciça das operadoras para redes FTTH (Fiber to the Home), com investimentos robustos. A Claro, por exemplo, investiu US$ 200 milhões na Colômbia para modernizar suas redes. No Brasil, mais de 130 mil km de fibra óptica já foram instalados, incluindo o primeiro link de fibra que conecta 20 cidades na Amazônia.
Com essa expansão, as redes de fibra óptica se tornam essenciais para o desenvolvimento de aplicações como casas inteligentes e de pequenas e médias empresas. Para se ter uma ideia, “o mercado de casas inteligentes na América Latina deve crescer 11% ao ano, com valor de mercado atingindo US$ 247 milhões em 2025”, afirmou Zhou.
Transformação digital
Ana Veneroso, diretora regional da UIT (União Internacional de Telecomunicações) nas Américas, destacou que o desenvolvimento de redes gigabit não é apenas essencial para cidades inteligentes, mas também para setores como telemedicina, computação em nuvem e internet das coisas (IoT).
Essas redes de alta velocidade promovem inovação nos serviços e ajudam a reduzir as disparidades digitais em países emergentes. No entanto, os desafios persistem, especialmente nas áreas rurais, onde a penetração de fibra ainda é limitada.

Políticas públicas e regulação
Rodrigo Robles, também da UIT, aponta a importância de políticas públicas que incentivem o crescimento da infraestrutura de fibra. Estudos mostram que 86% das conexões globais já utilizam fibra óptica, e a expectativa é que a cobertura de fibra na América Latina esteja completa até 2028.
O Brasil e o Chile estão entre os países que mais avançam na adoção dessa tecnologia, com destaque para o aumento da concorrência entre provedores regionais e grandes operadoras, o que eleva a qualidade dos serviços.