Tele.síntese – Lúcia Berbert
As operadoras de telecomunicações admitiram que sem políticas públicas não é possível conectar toda a região Norte, em função das dificuldades de levar a infraestrutura. Representantes da Vivo, Oi, TIM e Claro, que participaram nesta segunda-feira, 31, de audiência pública da Câmara dos Deputados, tiveram os dados contestados por prefeito e deputado estadual da Amazônia, que mostraram a precariedade do serviço na região. Para as empresas, o uso do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) é uma saída.
Segundo o presidente da Associação Amazonense de Municípios, prefeito Jair Souto, a Vivo atua em 62 municípios, a Claro em 61, a Oi e a TIM em 25 municípios cada, mas, de acordo com levantamento feito com as prefeituras, o sinal é ruim em 47% das cidades, regular em 44%, bom em 7% e ótimo só em 3%. Na área rural, 56% das cidades não têm conectividade.
De acordo com o deputado estadual de Amazonas, João Luiz relatório da Anatel mostra a Vivo estava com a situação crítica na região em 44 municípios, a Claro, em 20, a TIM e seis e a Oi em dois. Ele disse que a Assembleia Legislativa aprovou uma nova lei de antenas e promoveu encontro entre operadoras e a Secretaria de Segurança Pública, visando coibir roubos em cabos e outros equipamentos, mas a contrapartida de mais investimentos das empresas ainda não chegou.