Valor – Erivelto Tadeu
Com a abertura do setor financeiro promovida pelo Banco Central (BC), que permitiu que empresas não bancárias operem como instituições de pagamento, no modelo conhecido como banking-as-a-service (BaaS) – ou banco como um serviço, em português -, novas soluções de meios de pagamento começam a surgir no mercado, impulsionadas pelo Pix, sistema de pagamento instantâneo lançado pelo BC no ano passado.
A chegada dos novos entrantes ao setor tem estimulado também a expansão de provedores de infraestrutura e banking-as-a-service, empresas que possibilitam que fintechs, bancos digitais e até mesmo varejistas e operadoras de telecom sem autorização do BC possam atuar com pagamentos.
“Esses provedores são uma espécie de atalho para essas empresas, já que obter a licença para operar como instituição de pagamento é um processo bastante burocrático”, diz o diretor de tecnologia da Conductor, Fred Amaral. Segundo ele, o provedor é a alternativa mais viável também do ponto de vista de custos, uma vez que construir todo o aparato tecnológico e tirar a licença para operar como instituição de pagamento pode ser bem caro e demorado.