Valor – Carmen Nery
Já há, no Brasil, 62 startups de saúde com soluções de inteligência artificial, identificadas entre as cerca de mil healthtechs mapeadas pelo hub de inovação Distrito em agosto de 2021. O estudo mostra como a IA está transformando a saúde e destaca sua capacidade de analisar uma quantidade ilimitada de dados dos pacientes. Isso fica claro na solução de uma das pioneiras no uso de IA, a startup criada em Curitiba, em 2016, por Jac Fressato, arquiteto de sistemas que havia perdido a filha Laura devido à sepse.
Ele desenvolveu o primeiro robô cognitivo gerenciador de riscos e fundou a healthtech Laura com Cristian Rocha, CEO, e com Hugo Morales, diretor médico. A tecnologia da Laura é utilizada em hospitais e operadoras de saúde, avaliando pacientes crônicos, e já conta com 60 contratos.
Cristian Rocha diz que, da prevenção inicial contra a sepse, a solução ampliou o escopo para a identificação de piora clínica em várias doenças. A solução monitora sinais vitais e dados de prontuários, exames e aparelhos para avaliar o grau de criticidade do paciente. Já realizou mais de 12 milhões de atendimentos e reduziu em 25% a taxa de mortalidade, ajudando a salvar cerca de 24 mil vidas. “A Laura antecipa, em até 12 horas, os pacientes que podem evoluir para piora clínica, como falência dos órgãos ou respiratória”, informa Rocha.