Valor – José Florentino
Em anos bons, a empresa paulista Duo Automation, que prestava consultoria em projetos especiais para o setor sucroenergético, faturava R$ 1,5 milhão. Em 2015, a companhia decidiu mudar seu modelo de negócios e abraçou um desafio da Raízen: usar robôs para o trabalho que mantém a rugosidade das moendas das usinas. A decisão deu certo, e a Duo, que teve receita de R$ 2,7 milhões no ano passado, projeta faturamento de R$ 6,25 milhões em 2021.
O caldo da cana-de-açúcar é extraído pela moenda, que é composta, entre muitas peças, pelos rolos esmagadores. Esses rolos têm “bolinhas” em alto relevo, conhecidas como chapisco, que os tornam rugosos o suficiente para que a matéria-prima não deslize, o que melhora os resultados do esmagamento. Como a cana é abrasiva e corrosiva, o processo de moagem desgasta o chapisco em poucos dias. Isso faz dos chapiscadores, responsáveis por refazer os relevos, profissionais muito importantes para a indústria. Porém, essa atividade, além de ser repetitiva, pode também expor os trabalhadores a gases nocivos e a acidentes com engrenagens.
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