Brasil | Companhias de fora buscam talentos de TI para atuarem remotos

Valor – Barbara Bigarelli

No fim de janeiro, um gerente de projetos de uma consultoria de tecnologia de Teresina (PI) viralizou no Twitter ao contar que perdeu dois funcionários para empresas estrangeiras. “Ambos são jovens, um aliás tem 23 anos, vão ganhar de R$ 30 mil a R$ 45 mil, contando a conversão do dólar, trabalhando em home office – em Belém (PA) e Sete Lagoas (MG), disse este gestor ao Valor. Desde outubro, cinco profissionais de sua empresa, a maioria desenvolvedores, aceitaram propostas semelhantes. “Nós pagamos salário competitivo, de R$ 13 mil a R$ 15 mil para seniores, oferecemos flexibilidade e benefícios, mas enquanto o real estiver desvalorizado assim, não vejo como empresas brasileiras reterem esses talentos.”

Recrutadores e diretores de tecnologia ouvidos pelo Valor confirmam esse assédio estrangeiro, intensificado em 2021 com a consolidação do modelo de trabalho remoto. “Temos muitos clientes americanos e europeus nos procurando para contratar profissionais aqui no Brasil, de forma remota, e esta é uma tendência que não deve diminuir”, diz Ricardo Basaglia, diretor geral da consultoria de recrutamento PageGroup.

“O trabalho remoto ampliado na pandemia abriu as portas para a internacionalização desses profissionais e o avanço da digitalização em negócios do mundo todo causou uma demanda desenfreada”, diz Ricardo Morale, CTO da startup de logística Freto. O perfil mais demandado, afirma Basaglia, é o de desenvolvedor sênior – com bom nível de comunicação em inglês, ao menos cinco anos de experiência e capacidade de trabalhar remotamente com autonomia.

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