Teletime – Bruno do Amaral
As classes mais vulneráveis sofrem mais com a falta do acesso à Internet, mas a conexão, mesmo assim, tem impacto significativo na vida dos usuários das classes C, D e E. Os limites de franquia dos pacotes de celular também restringem o consumo e obrigam a procurar alternativas de acesso gratuito em WiFi aberto. Essas foram as conclusões da pesquisa “Barreiras e limitações no acesso à Internet e hábitos de uso e navegação na rede nas classes C, D e E”, realizada pelo Idec e Instituto Locomotiva.
A pesquisa foi realizada entre os dias 26 de julho e 12 de agosto com mil pessoas, com 16 anos ou mais, das classes C, D e E e que acessam a Internet pelo celular. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.
Para 80% dos usuários dessas classes, a Internet é a principal forma de contato com amigos. Essa alternativa foi a principal para 80% dos usuários de celular pré-pago, 84% de planos tipo controle e 73% do pós-pago. Os entrevistados também concordaram que a Internet é muito importante em suas vidas (84%), e se pudesse resolveria tudo online (84%). Mas quando se trata de trabalho, a Internet é a principal ferramenta para um percentual menor: 62%. Nas classes DE, o percentual cai para 57%.