As próximas semanas serão cruciais para definir os destinos da Oi, que enfrentará três datas emblemáticas: a da assembleia de credores, a do fim do prazo judicial para se proteger contra a execução das dívidas e o prazo dado pelo TCU para a busca da conciliação sobre o ônus e o bônus da concessão. São as datas 5, 13 e 23 de março.
Para a Anatel, o melhor dos mundos seria o adiamento da assembleia geral de credores da Oi para até a data limite do TCU, o que não se confirmou. Assim, se for mantida mesmo a assembleia, os acionistas vão aprovar um plano para a segunda recuperação judicial com base em informações inconclusivas, já que as negociações ante ao Tribunal não foram concluídas.
Quanto à execução judicial das dívidas, aí a Anatel não tem como interferir.
Se a agência dedicava toda a sua energia a uma solução consensual sobre a dívida da Oi com a União e vice-versa, a avalição até agora é a de que não haverá mesmo essa conciliação, porque a União não abre mão dos R$ 7 bilhões que já se transformaram em R$ 11 bi (dizem alguns analistas) referentes a multas que foram negociadas pela empresa para serem pagas em milhares de prestações. Mas a Oi já deixou de cumprir com o acordo desde dezembro passado.