Teletime Samuel Possebon
Entre o final de 2020 e o começo deste ano concluiu-se, discretamente, um movimento importante para quem acompanha as relações entre as empresas de comunicação e o setor de telecomunicações no Brasil. O grupo Globo vendeu suas participações remanescentes na Claro e na Sky. Eram participações pequenas, inferiores a 5%, que no passado serviram para dar à Globo alguns poderes de acionistas limitados em relação a decisões sobre conteúdos de TV paga, mas que ainda remetiam a um passado em que o maior grupo de mídia brasileiro tinha presença relevante na distribuição de serviços de telecomunicações. Mais do que um desligamento societário, a saída da Globo marca a transformação completa de seu modelo de atuação na oferta de conteúdos para empresas de telecomunicações e do próprio mercado de TV por assinatura.