Claro se torna parceira da NVIDIA e prepara oferta de IA ao mercado corporativo

Operadora usará infraestrutura da Oracle para rodar IA no Brasil e, em uma segunda fase, vender capacidade de GPU e modelos ao mercado.

A Claro passou a integrar o programa NVIDIA Cloud Partner (NCP) para processamento de dados e inteligência artificial e afirma ser a primeira empresa da América Latina a obter a certificação nessa categoria. A iniciativa é viabilizada por infraestrutura de alto desempenho operada em parceria com a Oracle e faz parte da estratégia da operadora de ampliar sua atuação além da conectividade.

Segundo a companhia, a primeira etapa do projeto é voltada ao uso interno de inteligência artificial, com aplicações em otimização de rede, automação de processos, atendimento ao cliente e segurança digital. A partir do amadurecimento desses casos de uso, a Claro pretende levar a oferta ao mercado corporativo por meio da Claro empresas, sua unidade B2B.

Nessa fase comercial, a operadora prevê disponibilizar GPU-as-a-Service, ambientes dedicados para treinamento e inferência de modelos de IA e soluções voltadas a setores como indústria, finanças, saúde, agronegócio, educação e governo.

A base tecnológica combina infraestrutura de nuvem da Oracle com plataformas de computação acelerada da NVIDIA, permitindo à Claro operar ambientes certificados para computação de alto desempenho (HPC), machine learning, análise preditiva e IA generativa. A certificação como NVIDIA Cloud Partner indica que a operadora atende a requisitos técnicos da fabricante para operar cargas intensivas de IA.

Dentro dessa estratégia, a Claro também avalia desenvolver e adaptar modelos de linguagem de grande e pequeno porte (LLMs e SLMs) com foco no português do Brasil. A proposta se insere no discurso de IA soberana, com processamento local e aderência à legislação brasileira de dados, segundo a empresa.

Para a NVIDIA, a parceria amplia a oferta regional de infraestrutura capaz de suportar aplicações de IA em larga escala. Já a Oracle destaca o papel da companhia brasileira como operadora com capacidade de integrar rede, nuvem e computação de alto desempenho em projetos corporativos.