BRICS: Lula pede para impedir que a IA seja monopólio de poucas nações e empresas
Leer en español
Durante a primeira reunião de Sherpas do BRICS na quarta-feira, , 26 de fevereiro, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou que a inteligência artificial (IA) não deve ser monopolizada por alguns países e empresas.
Lula da Silva alertou sobre os desafios éticos, sociais e econômicos que essa concentração em torno da IA pode trazer. E, além disso, ele criticou as big techs, acusando-as de usar a desinformação para “silenciar e desestabilizar nações inteiras”.
O presidente também destacou a necessidade de uma governança mais justa e equitativa da IA, defendendo que o interesse público e a soberania digital devem prevalecer sobre a ganância corporativa.
Além disso, Lula propôs a criação de uma “Declaração de Líderes sobre Governança da Inteligência Artificial para o Desenvolvimento”, com o objetivo de mitigar os riscos e distribuir os benefícios da revolução digital de forma compartilhada.
Os países do BRICS têm intensificado discussões sobre o desenvolvimento e regulamentação de IA, reconhecendo seu impacto significativo no mercado de trabalho e na sociedade.
Leia também: Satélites, clima e IA: as ações do GT de TIC do BRICS em 2025
IA em trabalho e educação
Em 12 de fevereiro de 2025, representantes dos dez países permanentes do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos) reuniram-se para discutir medidas regulatórias conjuntas visando o uso ético da IA.
O foco principal foi abordar os impactos da transformação digital no mercado de trabalho, enfatizando a necessidade de políticas de proteção social para trabalhadores afetados por mudanças tecnológicas.
O Ministério da Educação do Brasil também organizou um seminário virtual, reunindo especialistas do bloco para debater o uso ético e inclusivo da IA na educação básica. O evento visou compartilhar experiências e estratégias para integrar a tecnologia emergente de forma que beneficie todos os alunos, promovendo a equidade educacional.