Correio Braziliense – Sarah Teófilo
No estado que integra a Amazônia Legal e que possui os maiores números de desmatamento do bioma, a Força Aérea Brasileira (FAB) observou, há quase 70 anos, que uma área poderia ser uma base para as Forças Armadas. Na época, talvez, aqueles que ajudaram a implantá-la não imaginavam que décadas depois funcionaria uma base do Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (SARP) — ou seja, um avião não tripulado.
A base fica na Serra do Cachimbo, no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (em homenagem ao pioneiro na implantação da infraestrutura), município de Novo Progresso, e a ferramenta é usada pelos militares no apoio à fiscalização de ilícitos ambientais na Amazônia.
O diferencial da ARP em comparação com satélites, por exemplo, é que as imagens são repassadas em tempo real, além da grande autonomia de voo — ela pode chegar a 30 horas de voo. A aeronave foi usada na Operação Verde Brasil 2, de maio do ano passado a abril deste ano, e agora é utilizada na Operação Samaúma, de 3 de julho a 21 de agosto. A ideia é que as Forças Armadas apoiem as operações de fiscalização dos órgãos ambientais e forneçam as imagens coletadas pela aeronave por meio dos sensores.
Mais informações: https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2021/08/4942519-defesa-utiliza-aviao-sem-piloto-para-fiscalizar-acoes-contra-meio-ambiente-na-amazonia.html