MBBF 2024 | 5.5G ganha espaço global e pode estimular operadoras no Brasil

Mobile e Ultra Broadband Forum foram uma janela que mostrou oportunidades com o 5.5G para o ocidente de forma geral.

No cenário global, o 5.5G já começa a ser implementado como um salto qualitativo nas redes de telecomunicações, ampliando a capacidade e transformando a experiência de conectividade. Essa foi uma mensagem muito clara passada durante o Mobile e Ultra Broadband Forum (MBBF e UBBF) da Huawei em Istambul, na Turquia, onde várias operadoras mostraram seus modelos de negócios com a tecnologia.

Localidades como Dubai e África do Sul, que possuem operadoras com o poder e os recursos para fazer investimentos obscenos nessas tecnologias, já passam a ofertar pacotes e serviços com o 5G-Advanced, conforme ressaltou Atilio Rulli, Vice-presidente de relações públicas para a América Latina e Caribe da Huawei.

“Enquanto o 5G-Advanced avança no exterior, as operadoras brasileiras podem avaliar o potencial dessa tecnologia para modernizar suas redes e atender a uma demanda crescente por conectividade mais eficiente e preparada para IA”, declarou à DPL News.

Claro, Vivo e TIM já realizaram seus testes de velocidade e alcance com o 5.5G, mas com apenas dois anos de implementação do 5G, a exploração de novos negócios como IoT e aplicações para a indústria, apenas começa a engatinhar.

Para essas operadoras, a adesão ao 5.5G não só promete uma nova fase de negócios voltados à inteligência artificial como também pode colocar o país em uma posição mais competitiva, capaz de atrair investimentos e impulsionar setores como automação industrial, transporte e saúde; algo que o atual governo tem almejado com seu enfoque na transformação digital.

Uma nova era de oportunidades de negócio

Li Jie, presidente de produtos 5G e LTE da Huawei, ressaltou que o avanço do 5.5G vai além de velocidades mais altas, trazendo uma “conectividade neuronal” que imita a rapidez e eficiência do cérebro humano. A tecnologia promete uma rede altamente responsiva, essencial para o suporte de dispositivos e aplicações baseadas em inteligência artificial (IA).

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Crédito: Huawei

“Em 2030, as pessoas passarão, na prática, 90 minutos a mais online. A IA transformará a geração de dados. O tráfego gerado por IA aumentará, e o tráfego elétrico médio em 2030 será 5,2 vezes maior. As aplicações de IA também elevarão o padrão de latência de rede”, afirmou David Wang, diretor executivo do conselho de administração da Huawei e presidente do conselho de administração de infraestrutura de TIC, ao citar um estudo.

Para a Huawei, representada na fala de seus executivos, essa fase abre oportunidades para novos modelos de negócio, incluindo serviços diferenciados por latência e velocidade, o que possibilita às operadoras aumentar receitas com “ofertas premium”, a exemplo da China, onde as redes já suportam veículos autônomos e robôs.