A Telefônica Brasil (Vivo) vai reassumir integralmente a FiBrasil após a saída do fundo canadense CDPQ, em operação avaliada em R$ 850 milhões. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a transação sem restrições, e a Anatel já havia concedido anuência prévia à negociação.
O Cade analisou os impactos da integração vertical entre a rede atacadista de fibra da FiBrasil e a oferta de banda larga fixa da Vivo. Em praticamente todos os municípios cobertos pela operação, a participação das empresas nos mercados relacionados era considerada baixa, e, nos poucos casos em que superava 30%, não foram identificados riscos de concentração de mercado.
Fatores como capacidade ociosa da rede, uso majoritário pela própria Telefônica e facilidade de entrada de concorrentes contribuíram para a decisão favorável.
Criada em 2021 como joint venture, a FiBrasil opera em 151 municípios de 22 estados, fornecendo infraestrutura neutra de fibra óptica para operadoras e provedores de internet. Com a saída do CDPQ, a Telefônica reassume 100% do controle, consolidando sua presença no atacado e no varejo de banda larga no país.