Vivo lança programa para colaboradores negros desenvolverem carreira na empresa

A Vivo (subsidiária da Telefônica) anunciou nesta semana a criação de um programa de desenvolvimento de carreira para 100 dos seus colaboradores negros. A iniciativa é uma parceria com o Instituto Modo Parités e tem como objetivo auxiliar o progresso da profissão dentro da companhia, ampliando as potencialidades e fortalecendo a valorização racial dos funcionários negros.

O curso de seis meses será à distância e terá duas turmas de 50 participantes cada uma. Os colaboradores foram escolhidos de acordo com critérios internos, como integrar o grupo de Diversidade de afinidade de raça e o histórico na Vivo.

De acordo com a operadora, o treinamento contará com o apoio de especialistas do mercado que abordarão temas como habilidades comportamentais e competências, com enfoque no empoderamento para quebrar a barreira estrutural do racismo.

“Queremos que os colaboradores desenvolvam suas potencialidades e valorização racial, além de debater e defender pontos de vista que sejam relevantes para eles e toda a sociedade”, diz Niva Ribeiro, vice-presidente de Pessoas da Vivo. A executiva acrescenta que, com o aprimoramento de soft skills, os colaboradores estarão mais preparados para aproveitar as oportunidades dentro da companhia.

A operadora ainda pretende realizar lives com seus colaboradores sobre colorismo e, nas redes sociais, a Vivo discutirá o racismo algorítmico –quando algoritmos discriminam imagens ou qualquer conteúdo digital de pessoas negras ou não brancas–, colocando em pauta a necessidade de ampliar a diversidade no mercado de tecnologia e as consequências das informações enviesadas nos processos de machine learning e Inteligência Artificial.

Negros no Brasil

Apesar de a população negra ser maioria no Brasil, o correspondente a 54,6%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), eles são minoria entre os cargos de lideranças nas empresas. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ethos com as 500 empresas de maior faturamento no Brasil mostra que as pessoas negras ocupavam apenas 4,7% do quadro executivo em 2016.

Eles também são os mais afetados pelo desemprego. No quarto trimestre de 2020, já com as consequências econômicas causadas pela pandemia de Covid-19, dados do IBGE mostram que a taxa de desocupação entre as pessoas que se declaram brancas foi de 11,5%, abaixo da média nacional (13,9%). Porém a dos pretos e a dos pardos ficou acima, com 17,2% e 15,8%, respectivamente.

“Queremos informar e gerar reflexão sobre o tema e, assim, reduzir vieses e preconceitos para promover a valorização da cultura e identidade negras, combatendo os símbolos de inferioridade que foram direcionados propositalmente ao corpo negro ao longo da história”, concluiu Ribeiro.

Este sitio web utiliza cookies para que usted tenga la mejor experiencia de usuario. Si continúa navegando está dando su consentimiento para la aceptación de las mencionadas cookies y la aceptación de nuestra política de cookies, pinche el enlace para mayor información.

ACEPTAR
Aviso de cookies