Teletime – Samuel Possebon
Além da dificuldade de ver a compra da Time Warner aprovada pela Anatel, a AT&T tem um outro problema no país: espectro. A operadora norte-americana, que é controladora da Sky, pode se ver obrigada a devolver as frequências de 2,5 GHz que a operadora de TV paga utiliza para a oferta de serviços de banda larga, ou ir para a Justiça contra uma decisão administrativa da agência sobre o preço devido por estas frequências. A estratégia deve ser decidida nos próximos dias, mas a tendência pela via judicial é forte, segundo apurou este noticiário. Dificilmente a AT&T aceitaria, nesse momento, o valor que a agência está cobrando, sobretudo no cenário incerto que a empresa enfrenta no país.
A razão do imbroglio é uma decisão do conselho diretor do último dia 17 de outubro, que negou o último recurso administrativo possível à Sky em relação ao valora ser pago pelas frequências de 2,5 GHz que a empresa utiliza. A Anatel entendeu que a Sky deveria pagar R$ 209 milhões pelas autorizações de uso da faixa, sem a possibilidade de fazê-lo por meio de contrapartidas de cobertura. A Sky argumenta que o valor justo para pagamento seria de cerca de R$ 3,5 milhões. A empresa tem, hoje, pouco mais de 250 mil clientes de banda larga atendidos com a tecnologia 4G fixa, em TDD, nestas faixas de 2,5 GHz.
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