TV 3.0 poderá ter controle por gestos e sincronia com luz ambiente

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Imagine uma televisão conectada à lâmpada da sala de casa, que muda a iluminação do ambiente de acordo com a cena que está sendo transmitida na TV. Essa é uma das propostas de pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) para a TV 3.0. 

Outro tipo de funcionalidade é a sincronização com aromas, que são difundidos dependendo da imagem que está passando na televisão. Para isso, seria necessário um difusor que comporta cápsulas de aroma.

Essas aplicações, que tornam a televisão mais imersiva, foram desenvolvidas por pesquisadores da UFF e apresentadas ao Fórum SBTVD por meio de chamada de propostas. Agora, o Fórum SBTVD discute quais propostas – da UFF e de outros candidatos – farão parte do novo modelo de TV aberta.

TV orientada a aplicações

Além de se aprofundar no tema de TV imersiva, a universidade também enviou uma proposta sobre TV orientada a aplicações. “A emissora pode mandar aplicações para o telespectador acessar. Então, numa mesma tela, ele poderia navegar pelas aplicações das emissoras, por jogos instalados na TV ou até mesmo outros serviços que já existem, como YouTube e Netflix”, explicou Marina Ivanov, pós-doutoranda em Computação na UFF, à DPL News. Essa aplicação é semelhante ao que acontece atualmente com Smart TVs.

O aparelho também pode ser dividido por perfis de telespectadores para indicar quem está assistindo ao conteúdo naquele momento. “Essa utilização do perfil é interessante para direcionar propaganda ou se a Maria (um exemplo de perfil) é deficiente auditiva, a emissora poderia ter dois fluxos de transmissão: um de vídeo com o áudio, para o público em geral, e outro que seria com a descrição em libras.”

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Interação multimodal

Outro conceito da TV 3.0 é a interação multimodal, “permitindo que a gente interaja com a TV não só pelo controle remoto, mas usando outros modos, como por gestos”, disse Ivanov.

Nesta demonstração, a televisão tinha uma câmera na parte de cima que lembrava uma webcam. Ao fazer o número quatro com a mão, o dispositivo pausou o vídeo. Em seguida, Ivanov fez o número dois com a mão e o vídeo voltou a rodar.

“Esse foi só um exemplo que a gente trouxe, mas poderia ter vários, para aumentar o volume ou fazer alguma compra, além da interação por voz”. Para esse caso, é usado um aplicativo no celular para a interação.

A pesquisadora explica que diferentes maneiras de interação são interessantes por uma questão de acessibilidade. “Às vezes, o telespectador pode não conseguir utilizar o controle remoto, seja por não saber usar ou até mesmo por alguma limitação física, então ele poderia por voz, por gesto ou por olhar”, comentou.

Propaganda direcionada

Por fim, Ivanov apresentou uma demonstração da propaganda direcionada. No momento em que aparecia uma pessoa tomando café na televisão, surgiu uma propaganda de caneca para café em uma parte do visor com um QR Code para a compra.

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