A TIM e a Vivo concentraram o maior número de vitórias nos indicadores de experiência móvel no Brasil, segundo relatório divulgado pela Opensignal referente ao período entre 1º de outubro e 29 de dezembro de 2025.
Ambas dividiram o maior número de conquistas, com seis vitórias cada, enquanto a Claro venceu duas categorias. O levantamento avalia 14 métricas a partir da experiência real dos usuários, incluindo qualidade de rede, velocidade, vídeo, jogos e desempenho do 5G.
A TIM ficou na liderança dos indicadores de qualidade consistente e confiabilidade, com 72,7% em Consistent Quality, mantendo a primeira colocação pelo quarto relatório consecutivo. A operadora também assumiu a liderança em Reliability Experience, métrica que avalia a capacidade das redes de permitir a conexão e a conclusão de tarefas básicas pelos usuários.
Já a Vivo liderou três dos quatro indicadores de velocidade. A operadora registrou a maior velocidade média de download, com 51,3 Mbps, à frente da Claro, com 49,6 Mbps, e da TIM, com 42,2 Mbps. No upload, a Vivo também ocupou o primeiro lugar, com média apertada de 10 Mbps, seguida pela Claro, com 9,7 Mbps, e pela TIM, com 8,4 Mbps.
No desempenho relacionado ao consumo de vídeo, a TIM liderou a experiência geral de streaming e transmissões ao vivo, com 63 pontos e 57,2 pontos, respectivamente, em uma escala de 0 a 100. No entanto, a Vivo passou a liderar os indicadores de vídeo em 5G, com 75,8 pontos em 5G Video Experience e 71,9 pontos em 5G Live Video Experience, com resultados próximos aos das concorrentes.
A Claro manteve a liderança no upload com 5G e no indicador de experiência em jogos móveis, com 71,6 pontos, enquanto a Vivo liderou o desempenho em jogos no 5G, com 85,7 pontos.
O levantamento também destaca o avanço da tecnologia 5G no país. De acordo com dados da Anatel citados no relatório, a cobertura da rede atingiu cerca de 64% da população no segundo trimestre de 2025, acima da meta de 58% prevista para 2027. O Brasil também possui a segunda maior participação de conexões 5G na América Central e do Sul, atrás apenas do Chile.